Departamento de senhoras da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em
Paragominas (DESIADEP), realizou, no dia 17 de Maio de 2014, uma festa
para comemorar mais um ano de vida da missionária Vera Lúcia Flores da
Vera Cruz. A festa aconteceu na casa pastoral com a presença de líderes
do departamento nas congregações acompanhadas das componentes dos
respectivos grupos.
Diversas
pessoas estiveram na manhã de homenagens, como o Pr. Carlos Lopes da
Vera Cruz, pastor presidente da igreja; diversas coordenadoras do
Círculo de Oração Voz de Sião das congregações, que, além de
parabeniza-las, entregaram presentes; familiares, como os seus filhos
Anderson Carlos e Kênia Lúcia e os netos Abner, Júlia, Nalanda e Karen;
assim como outros irmãos.
No momento das homenagens, o microfone foi passado ao pastor Carlos, o
qual expressou algumas palavras e logo entregou um presente à esposa,
que o recebeu com muita alegria. Após outras oportunidades, a
oportunidade foi cedida a aniversariante, que agradeceu a todos e falou
da satisfação de estar comemorando mais um ano de vida juntamente com
essa igreja abençoada.
Depois
da oração que encerrou o primeiro período da manhã do sábado de festa
para a família Vera Cruz, a coordenação dos trabalhos serviu todos os
presentes, enquanto as felicitações e fotos com a aniversariante, foram
feitas.
MISSIONÁRIA VERA LÚCIA
Vera Lúcia Flores da Vera Cruz, mais
conhecida como IRMÃ VERA, é uma goiana casada com o pastor presidente
da Assembleia de Deus em Paragominas, Pr. Carlos Lopes da Vera Cruz,
missionária, pedagoga e pregadora do Evangelho. Trabalha ao lado do
esposo há mais de 35 anos atendendo na área espiritual e social no
Estado do Pará.
Filha do senhor Jovino Flores e dona Julia Flores, a família morava em Santa Helena do Goiás quando o patriarca da casa ficou sabendo
das terras produtivas do Pará, vindo morar em Paragominas em 1974,
quando passaram grandes dificuldades, porque, além de não conhecerem
ninguém, não possuía recursos financeiros. Aos seus 14 anos de idade, a
já adolescente Vera Lúcia teve que trabalhar pesado para ajudar nas
despesas da casa e não deixar faltar o alimento para os 6 irmãos. Assim
a determinada jovem trabalhou como faxineira, secretária, auxiliar de
escritório, babá e em várias outras profissões para ajudar os pais.
Vera
Lúcia não nasceu em um lar evangélico, mas aos 11 anos aceitou a Jesus
como Salvador, o que estendeu a cada integrante de sua casa. Ela foi
criada em uma rígida disciplina, pois seus pais, um produtor rural e
uma dona de casa da época do regime militar, sempre zelaram pelos bons
costumes e caráter do ser humano. Por isso, administravam com detalhes a
vida dos filhos.

Sempre muito aplicada aos estudos, irmã Vera
procurou conhecimentos e se preparou para o futuro fazendo curso de
datilografia e se dedicando como assistente de escritório, o que a
levou tornar gerente de posto de combustível aos 15 anos. Mesmo
estudando, trabalhando e ajudando nos serviços domésticos, ela sempre
priorizou a obra de Deus, o que fez na igreja Assembleia de Deus, localizada na Rua Bernardo Sayão e pastoreada pelo Pr. João Pereira de Souzaao, onde foi se congregar quando chegou a Paragominas no ano de 1974.
Ali se congregou tornando-se coordenadora do grupo de crianças, onde
realizou a primeira escola bíblica de Férias no ano de 1978.
Constatando a desenvoltura da jovem à frente dos
trabalhos na igreja, o pastor decidiu coloca-la à frente do Conjunto
de Mocidade. Era o ano de 1976 quando diversos trabalhos foram
realizados sob sua direção e o departamento, que ainda não se chamava
UMADEP, fez grandes serviços relacionados a união de jovens da Ass. De
Deus daquela época.

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Ao passar do tempo a destacável jovem chamou a
atenção de um obreiro, viúvo, pai de 3 filhos e comerciante na cidade.
Irmã Vera diz que não deu muita atenção, mas Deus tinha um globo
terrestre inteirinho para ser trilhado por Carlos Lopes da Vera Cruz e
Vera Lúcia Flores da Vera Cruz. Assim, apesar da resistência por parte
da moça e com insistência do senhor Carlos, o casal se tornaram noivos
debaixo de um pé de maracujá e se casaram no dia 08 de Janeiro de 1977,
dentro da igreja Ass. De Deus, situada na, hoje, Rua Bernardo Sayão nº
324 – Praça da Bíblia.
Casada, a jovem de sonhos e promessas de Deus
para percorrer o mundo como missionária, se vê esposa, dona de casa e
madrasta de três crianças órfãs de mãe. Irmã vera deixa pai, mãe e seus
próprios projetos para viver os planos de Deus para sua vida.
Já com três crianças em casa, ela engravidou de
seu primogênito no ano de 1977 e no dia 28 de Junho de 1978, no
Hospital municipal de Paragominas, nasceu um saudável menino de olhos
azuis: Anderson Carlos Flores da Vera Cruz. Foi muito difícil lhe dá com os serviços domésticos da casa,
mãe, esposa e serviços da igreja, pois mesmos com todos os a fazeres, a
obra do Senhor tinha que ser feita.
A promessa para Irmã Vera desde a adolescência
era de ser missionária e percorrer vários lugares. Nessa altura se
acreditava que isso tinha ficado pra traz. No ano de 1979 o senhor
Carlos Lopes, depois de uma caçada mal sucedida e perder seus bens,
teve que ir embora para Tucuruí, onde irmã Vera teve uma gravidez
complicada da segunda filha, vindo a perdê-la com 3 meses de vida.
Abalada com a morte da filha Kézia, o casal resolveu tentar novamente o
segundo filho e em 1980, também de uma gravidez muito difícil, nasceu
Kênia Lucia Flores da Vera Cruz.
Depois de um período morando naquela cidade,
Irmã Vera viu seu esposo ser separado a evangelista para irem juntos ao
primeiro campo. Tailândia, uma cidade situada a 250 Km da capital, sem
energia elétrica e com estradas intransitável, recebeu o Pr. Carlos e
família no ano de 1979 para um trabalho de 5 anos como pastor daquele
lugar. Como não havia casa pastoral o casal construiu, com as próprias
mãos, a sua residência. Apesar das dificuldades as bênçãos de Deus
foram tremendas para aquele lugar e enquanto estiveram ali foi
construído outra e bela casa pastoral, um templo e muitas almas se
entregaram para o reino de Deus.

No tempo de Deus, Pr. Carlos foi transferido
para Ourilândia do Norte justamente quando o projeto de energia e
asfalto chegaram para Tailândia. Bem mais longe da capital, a cidade
dispunha de muito mais dificuldades. Para se ter uma ideia, Pr. Carlos
teve que andar 40 Km de pé, acompanhado do Laique, o cachorro de
estimação da família, para conhecer o campo. Quando foram receber a
igreja, Miss. Vera e filhos tiveram que embarcar em um avião, aterrissar
na cidade vizinha, pegar uma Toyota, depois uma carroça e andar de pé
até o templo, onde os irmãos os esperavam. A casa pastoral era de
tábua, que alagava com facilidade e até cobra se via dentro. O
banheiro era no quintal e para se chegar nele era preciso andar por
cima de tábuas em meio ao matagal.

Região de garimpos, Ourilândia do norte possuía
muitos assassinos de alugueis e um deles tentou contra a vida do Pr.
Carlos. Ele não durou muito tempo e o tal do Fainca, bandido temido na
redondeza porque colocava policial pra beber no cano de seu revolver,
aceitou a Jesus como seu Salvador e entregou suas armas dentro da igreja
pastoreada pelo Pr. Carlos.
Com todos os riscos e problemas, o salário do
pastor era baixíssimo e para sustentar a casa contava com doações de
alimentos pelos irmãos e o dinheiro da livraria evangélica da
missionária Vera Lúcia. Foram 7 anos de muitas dificuldades naquela
cidade, mas grandes obras foram feitas, como: congressos; construção da
casa pastoral, congregações e de um grande templo central, além de
muitas almas entregues para Jesus.

Sendo sempre diretora do circulo de oração,
irmã Vera, acompanhando Pr. Carlos transferido de Ourilândia, passa a
trabalhar com o grupo de mulheres da Assembleia de Deus em Rondon do
Pará no ano de 1991. Uma cidade mais estruturada, a família passa 8
anos ali e nesse período foi feito muitos trabalhos sociais e
congressos através do grupo de mulheres daquela localidade.
Quando o casal saiu de Paragominas debaixo de
prova, Deus usou uma serva entregando a seguinte mensagem: “vocês
sairão daqui humilhados, mas depois de 20 anos voltarão exaltados para
gloria do Senhor”. Pois é... 20 anos se passaram e no dia 04 de Julho do
ano de 1999, Pr. Carlos, acompanhado da missionária Vera Lúcia e
filhos, são recebidos na entrada da cidade para a presidência da
Assembleia de Deus nesta cidade.
Substituir o amigo e saudoso Pr. Gutembergue
era um grande desafio, mas Pr. Carlos e Miss. Vera Lúcia estavam
dispostos a trabalhar para que os serviços continuassem. Os primeiros
meses à frente da igreja foram bem difíceis, mas as mãos do Senhor
sempre estiveram erguidas para abençoar o casal à frente dessa nova
empreitada. Comprovando isso, Deus fez um projeto da missionária Vera
Lúcia sair do papel, pois desde 1988 ela lutava em prol de um
congresso, onde grande parte das mulheres do círculo de oração das
igrejas do Estado do Pará se juntariam. Várias tentativas já tinham sido
feitas, mas nenhuma resposta obtida.
O projeto do COADESPA – Congresso do Circulo de
Oração das Assembleias de Deus no Pará, foi entregue para o presidente
da COMIEADEPA – Convenção de ministros da Assembleia de Deus no Pará,
em 1990, mas nenhuma resposta obteve. Sendo assim, irmã Vera não
desistiu e procurou a presidência novamente em 2001 e, para gloria do
Senhor, o 1º congresso de Senhoras do Estado do Pará aconteceu em
Paragominas no ano de 2002. Foram várias caravanas que desembarcaram na
cidade para 3 noites de festa, a qual se repete em todos os anos em
diferentes cidades do Estado.

Desde a adolescência, irmã Vera tinha o sonho e
a promessa de Deus de visitar povos distantes e necessitados da ajuda
humana. Em cumprimento a Palavra, ela embarcou para a África, onde
viveu um de seus maiores desafios ao ver a pobreza e necessidade dos
povos africanos bem de perto. Deus fez grandes maravilhas por
intermédio das ministrações realizadas à mulheres de vários lugares,
reunidas em baixo de arvores e em meio a escuridão. Na volta ao Brasil
foi feito uma campanha para a compra de 100 bicicletas para ajudar nos
trabalhos dos obreiros daquelas regiões, ato que contribuiu para a
evangelização naquele lugar.
Entre os muitos projetos já realizados em
Paragominas por esta mulher de fé, coragem, determinação, ética, amor
pelo próximo e Deus no coração, o Projeto “Arte Mulher”, fundado em
2000,tem chamado a atenção. Ele ajuda as mulheres a terem uma renda
através de trabalhos artesanais, o qual é ensinado por profissionais de
diversos setores, como: pintura, corte e costura, etc.

A vida da irmã Vera não para um só momento e
mesmo nos instantes de lutas pessoais, os serviços sociais continuam. O
período de maior prova de sua vida, quando seu filho esteve preso por 9
meses no centro de recuperação de Paragominas, irmã Vera teve a ideia
de abrir um restaurante popular, onde se serve alimentos a um valor
popular. Tendo que visitar o filho, passando por revistas e exigências
do setor carcerário, ela continuou pregando e em todos os lugares
sempre falou da fidelidade do Senhor a quem permanece fiel. A luta de
dor em ter um filho preso chegou ao fim no dia 12 de Setembro de 2006,
quando o Senhor concedeu a liberdade do filho querido.
Uma das paixões da adolescência de irmã Vera
são os desfiles de 7 de Setembro, sendo assim, por achar interessante e
uma boa oportunidade para falar de Jesus à milhares de pessoas, no ano
de 2004 ela solicitou um espaço para que os evangélicos também
tivessem um pelotão entre as escolas. Hoje a multidão de pessoas tem
acompanhado mulheres, homens, jovens, crianças e adolescentes
proclamarem o nome do Senhor no dia em que se comemora a independência
do Brasil.
O desejo de irmã Vera é que as desigualdades
sociais diminuam a cada dia, por isso, seu trabalho é sempre em prol
dos menos favorecidos e em busca de ajudar o próximo com um trabalho
social que leve amor, alimento espiritual e material, Deus e
oportunidades de uma vida mais digna a cada cidadão. Sua luta não tem
sido fácil, mas nunca tem desistido de alcançar os objetivos proposto em
seu coração. Desde 1999 ela vem lutando em busca de construir creches
populares, de tempo integral, onde as mães, ao irem trabalhar, possam
deixar seus filhos.
A busca para a concretização de projetos sociais
levou a Missionária Vera a se candidatar ao cargo político de vereadora
municipal. Em 2008 ela foi candidata pelo PDT e em 2012 pelo PSC, mas
mesmo sendo uma das mais votadas, não conseguiu ocupara uma cadeira na
câmara municipal devido ao partido não atingir o número mínimo de voto
para eleger um candidato. Entre os projetos políticos de irmã Vera, foi
apresentado uma forma para o município ter uma casa para apoiar os
estudantes que vão à capital para cursar o nível superior. Desde sua
juventude seu sonho era fazer um curso superior e depois de trabalhar
para formar a filha Kênia em farmácia e o Anderson em Jornalismo, ela
teve a alegria de cursar pedagogia e se formar no ano de 2012.
Missionária Vera
Lúcia está completando 56 anos de vida dedicada a obra de Deus. Nesses
anos já foram muitas as pessoas alcançadas pelos trabalhos sociais
realizados por ela e, principalmente, já foram milhares de almas que, ao
ser pregado a Palavra de Deus por ela, tem se convertido ao Senhor
Jesus. Missionária Vera Lúcia tem ido em muitos lugares do Brasil e do
mundo para ministrar em congressos e eventos diversos. Ela é
apresentadora dos Programas “A Voz da Assembleia de Deus”, que vai ao ar
em todos os domingo, das 7h às 8hs, na Rádio Cidade, e do “Fonte de
Vida”, de domingo a sexta, às 08h e 30min na TV SBT, canal 03.